As últimas temporadas de moda resgataram o espírito libertário dos anos 70 para modificar a ortodoxia e propor uma nova postura tanto nas vestimentas quanto na caracterização dos modelos. Vivienne Westwood pintou a boca dos meninos com batons vermelho, rosa e vinho na passarela de Milão. Paul Smith, em Londres, investiu em mulheres graciosamente masculinas em seus trajes. E, mesmo no Brasil, a moda encarou esta confusão de sexos nos desfiles da Osklen e de João Pimenta
Se esta é uma tendência que representa o desejo do mercado em diluir as fronteiras entre o alfa e o beta para resultar em um gama ou, ainda, afirmar a androginia como o terceiro sexo, Alisson Chornak da Way Model disse ao Terra que "o mercado de moda tanto nacional como internacional vive em busca constante de novidades, desde os meninos mais bonitos como os mais modernos. A androginia, no entanto, é algo delicado já que este tipo de beleza serve para clientes e mercados específicos. Como booker estou sempre à procura de novos perfis para suprir a necessidade do mercado editorial"
Engana-se quem pensa que só a moda tem a ousadia de eliminar as porções homem e mulher. A música pop encontrou na figura de Lady Gaga a versão atualizada - salva às diferenças-, de David Bowie. Basta observar a capa da Vogue América de março e se perguntar se é um homem, uma mulher ou uma terceira coisa? Ou relembrar a Vogue Hommes Japan em que a mesma cantora encarna seu alterego, Jo Calderone. Ela não está isolada. Outros ícones a acompanha: Mika e Bill Kaulitz, e os que a antecede: Boy George e Marilyn Manson

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